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Flexibilização do jejum para avaliação do perfil lipídico

02 de março0 Comentários

 

O jejum de 12 horas não é mais obrigatório para a maioria dos exames de sangue.  A recomendação é do Consenso Brasileiro para a Normatização da Determinação Laboratorial do Perfil Lipídico e dispensa a necessidade de jejum para os exames de Colesterol Total (CT), LDL‐C, HDL‐C, não‐HDL‐ C e Triglicérides (TG).

O documento, que foi elaborado pelas Sociedades Brasileiras de Cardiologia (SBC), Patologia Clínica/Medicina Laboratorial (SBPC/ML), de Análises Clínica (SBAC), de Diabetes (SBD) e de Endocrinologia e Metabologia (SBEM), considera o avanço dos métodos de diagnósticos e pondera que a ingestão de alimento, sem excesso de gordura, causa baixa ou nenhuma interferência no resultados das análises de perfil lipídico. Há casos específicos em que o jejum é necessário. Nessas situações, a não obrigatoriedade deverá ser avaliada pelo médico que acompanha o paciente. A flexibilização já é realizada nos Estados Unidos, Canadá e em alguns países da Europa.

 

Comodidade

A prática confere mais comodidade e conforto ao paciente, que pode colher o exame no horário mais conveniente, inclusive logo após a consulta médica. Além disso, a flexibilização diminui o risco de hipoglicemia em pacientes diabéticos e complicações em idosos e crianças. A Normatização ainda traz recomendações sobre fórmulas e dosagem de LDL-C; para o atendimento do paciente no laboratório clínico; e de modelo do laudo laboratorial.

 

Confira o tempo de jejum no Labchecap

No Labchecap – Laboratório e Imagem, a flexibilização já é utilizada para o hemograma, tempo de protombina, velocidade de hemossedimentação (VHS) dentre outros. Para o perfil lipídico, os exames definidos que podem ser feitos sem jejum são triglicérides, colesterol total e frações.

O jejum continua sendo necessário para glicemia (jejum de 8 horas) e para alguns exames com particularidades dos segmentos de hormônio e imunologia no intuito de diminuir possíveis  interferências nas metodologias utilizadas.

 

Entenda as novas referências e leitura dos resultados conforme a Norma

A coleta de amostra para o perfil lipídico pode ser feita sem jejum, mas a informação precisa constar no laudo. Essa mudança se deu porque as divergências observadas entre as frações lipídicas no jejum e no estado pós-prandial foram consideradas de pouco impacto para a maior parte dos indivíduos. Além disso, a condição pós-prandial é mais predominante durante a rotina de cada pessoa, ao contrário do jejum prolongado.  A exceção seria a avaliação para níveis de triglicérides (TG) com concentrações superiores a 440 mg/dL. Nesses casos, o médico deve avaliar a necessidade de uma recoleta, sendo o responsável por encaminhar o paciente para realizar um novo exame de TG com 12 horas de jejum, como recomendado pelo laboratório.

A Fórmula de Friedewald, que até então era utilizada para o cálculo da fração LDL, deve ser substituída pela Fórmula de Martin. O fator cinco aplicado à relação TG/VLDL-C (Very Low Density Cholesterol) não é constante ao longo das concentrações de triglicérides e colesterol não-HDL (High Density Cholesterol). A fórmula de Martin permite a correção da relação TG/VLDL-C customizada para vários estratos pré-definidos de concentração de TG, permitindo maior acurácia analítica ao cálculo da fração LDL-C (Low Density Cholesterol).

Houve simplificação dos intervalos de referência para colesterol total, HDL-C e TG, que agora apresentam apenas a faixa “desejável”. Uma substancial mudança encontra-se nos intervalos de referência para as frações LDL-C e colesterol não-HDL. Essas frações não vão mais exibir valores de referência para a população saudável. Seus valores representam alvo terapêutico a ser atingido com o tratamento hipolipemiante instituído pelo médico, levando em consideração a estimativa do risco cardiovascular calculado para cada paciente. Dessa forma, esses valores serão considerados exclusivamente para os pacientes em tratamento. A fração VLDL-C não possui mais intervalo de referência. O intervalo de referência para a coleta sem jejum para todos os testes será discriminado pelo laboratório.

Confira a tabela:

 

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Saúde

Imunização contra o Sarampo: quem deve se vacinar?

07 de agosto0 Comentários

A vacina contra o Sarampo é a medida mais eficaz de prevenção contra a doença. Prevista no calendário básico de vacinação do brasileiro, costuma ser administrada ainda na infância. Adultos que não foram imunizados adequadamente também devem se vacinar.

O calendário de vacinação contempla dois tipos de vacina contra o sarampo: a tríplice viral, que também protege contra a caxumba e rubéola; e a tetra viral, que ainda inclui a proteção contra a varicela (catapora).  Ambas são administradas por meio de uma injeção intradérmica.

A vacina deve ser administrada ainda na infância, em duas doses. A primeira aos 12 meses e a segunda aos 15 meses. Adolescentes e adultos de qualquer idade, que não tenham sido vacinados, também devem se imunizar.

Surto de sarampo

Neste período em que voltam a aparecer casos de sarampo no Brasil, uma doença que era considerada eliminada do país, o estado da Bahia está usando a estratégia de vacinar todas as crianças com idade inferior a cinco anos, independente de ter o registro da vacina ou não.  Crianças com idade a partir de cinco anos serão vacinadas se não tiverem comprovação da vacinação e adolescentes e adultos se não tiverem tido a doença e não tenham comprovação da utilização de duas doses acima de cinco anos.

As vacinas são disponibilizadas através do Sistema Único de Saúde e nas clínicas particulares, como o Seimi Labchecap, no entanto, os postos de saúde contemplam apenas as vacinas do tipo tríplice viral.  Já nas clínicas particulares, é possível encontrar, além da tríplice, a tetra viral, que também protege  contra a catapora e ajuda a reduzir o número de furadas.

É considerada protegida a pessoa que tomou as duas doses após um ano de vida, com intervalo de um mês. Se não tem comprovação de uso, é importante se vacinar.

Contra –indicações

A vacina contra sarampo não é indicada para gestantes, pessoas com comprometimento da imunidade por doença ou medicação; e pessoas alérgicas aos componentes da vacina.

Conte com o Seimi abchecap para cuidar da sua saúde. Conheça a nossa unidade e escolha a mais próxima de você

Saúde

Hepatite A em criança: saiba como prevenir

10 de agosto0 Comentários

A hepatite A é uma doença infecciosa caracterizada pela inflamação do fígado. É o tipo que mais afeta as crianças e está associada à falta de saneamento e má higienização dos alimentos.

O vírus pode ser transmitido pelo contato entre uma pessoa infectada com uma saudável, através de alimento, água contaminada e por via fecal-oral.  Também conhecida como hepatite infantil, a doença é assintomática. Nos casos mais graves, pode manifestar sintomas similares ao de uma gripe, como:

  • febre
  • dores musculares
  • cansaço
  • mal-estar
  • falta de apetite
  • enjoo e vômito

Diagnóstico e prevenção da hepatite A

O diagnóstico da hepatite A se dá por meio a observação dos sintomas e da realização de exames laboratoriais. Não existe um tratamento específico para doença e na maioria das vezes ela se resolve espontaneamente.  Apesar de não ser tão comum, pode apresentar complicações e evoluir para um quadro de hepatite fulminante.

A melhor forma de prevenir as crianças contra hepatite A é através da imunização. A vacina é dada por meio de uma injeção intramuscular e é indicada para crianças e adultos, a partir dos 12 meses de vida.

Elas são disponibilizadas pelo Sistema Único de Saúde (SUS), que tem como público-alvo crianças com idade entre 1​5 meses  e  quatro anos. Nas clínicas particulares, como Seimi Labchecap, as doses podem ser administradas em crianças a partir de 12 meses, adolescentes e adultos.

Manter o calendário vacinal atualizado é muito importante para a saúde.  Clique aqui e saiba quais são as orientações específicas para cada faixa etária da vida e conte com o Seimi Labchecap para a sua proteção.

Responsável Técnico de Laboratório: Dr. Josemar Fonseca Silva – CRF 1290

Responsável Técnico de Imagem: Dr. Lucas da Gama Lobo – CRM 16202