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Saúde

Entrevista: médica infectologista Ceuci Nunes esclarece principais dúvidas sobre o HPV

10 de julho0 Comentários

O papiloma vírus humano (HPV) é uma das Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs) mais recorrentes no mundo. Pode causar doenças em homens e mulheres, como as verrugas e câncer.

A Organização Mundial da Saúde estima que o HPV infecte 65% das mulheres no mundo na primeira relação sexual.  No Brasil, a previsão é de que 75% das brasileiras sexualmente ativas entrem em contato com o HPV ao longo da vida.  Um estudo publicado pelo Ministério da Saúde em 2017 apontou que a doença afeta 54,6 %, dos jovens brasileiros com idade entre 16 e 25 anossendo que 38,4são de tipos de alto risco para o desenvolvimento de câncer.

Com o objetivo de esclarecer as principais dúvidas sobre o HPV, a médica infectologista Ceuci Nunes fala dos métodos de prevenção, sintomas e a relação da doença com o câncer de colo de útero.

Ascom Labchecap: Qual a relação entre o HPV e o câncer de colo de útero?

Dra Ceuci Nunes: Mais de 95% dos casos de câncer de colo do útero estão associados ao HPV. Isso não quer dizer que toda mulher que tiver contato com a infecção desenvolverá a doença, mas significa que 95% das mulheres que desenvolveram a doença em algum momento tiveram contato com os tipos oncogênicos do HPV.

Ascom Labchecap: Você poderia explicar melhor?

Dra Ceuci Nunes: Existem mais de 200 subtipos do vírus do papiloma humano no mundo.  Entre eles, apenas 12 são considerados oncogêncios, ou seja: apresentam uma maior probabilidade de causar lesões mais persistentes que, quando não tratadas, podem evoluir para um câncer.  O HPV 6 e o 11  são considerados não oncogênicos e são encontrados em 90% dos condilomas genitais e papilomas laríngeos.  Já o HPV 16 e o 18 estão presentes em 70% dos casos de câncer do colo do útero.

Ascom Labchecap:  O câncer de colo de útero é o único tipo de câncer que o HPV pode causar?

Dra Ceuci Nunes: Não. Além de estar associado a outros tipos de câncer na mulher, como de vulva e vagina, pode causar câncer de pênis. Está também associado a câncer de ânus, orofaringe (garganta) e boca. Por isso, tanto homens quanto mulheres devem adotar cuidados preventivos e conversar periodicamente com o médico.

Ascom Labchecap: Quais são os sintomas e qual a especialidade médica que a pessoa deve procurar em caso de suspeita?

Dra Ceuci Nunes: Nem sempre a pessoa infectada pelo HPV apresenta algum quadro perceptível relacionado ao vírus. Entretanto, a ausência de sintomas não impede a transmissão da infecção. Por isso é fundamental que as mulheres se consultem anualmente com o ginecologista e os homens com o urologista. A avaliação de rotina pode detectar a doença, mesmo nos casos de pessoas assintomáticas, ou seja: sem manifestação de um quadro clínico definido.

Ascom Labchecap: A quais manifestações clínicas a população deve estar atenta?

Dra Ceuci Nunes: A manifestação mais comum é o surgimento de verrugas na região genital – chamados condilomas ou popularmente cavalo de crista – e na cavidade oral. Outras manifestações são lesões pré-cancerígenas, como o NIC (Neoplasia Intraepitelial Cervical) e o câncer, principalmente de colo de útero e os demais já citados. A depender do quadro clínico apresentado, outras especialidades podem ser consultadas como o infectologista, dermatologista, otorrino ou clínico geral. O importante é que existe tratamento para a grande maioria dos casos e a detecção precoce e o tratamento de lesões pré-cancerígenas impedem a evolução para o câncer.

Ascom Labchecap: Quais as principais medidas preventivas?

Dra Ceuci Nunes: O uso do preservativo durante as relações sexuais é importante, mas é uma prevenção parcial. Isso porque a doença pode ser transmitida pelo contato físico no ato sexual, mesmo sem penetração. A vacina é a principal forma de prevenção. Pode e deve ser utilizada mesmo após o início da vida sexual e estudos mostram uma proteção mais prolongada quando utilizada mais precocemente. Por isso a indicação a partir dos nove anos.

Ascom Labchecap: Quais são os tipos de vacinas ofertadas e quem deve tomar?

Dra Ceuci Nunes: Existem dois tipos de vacina: a bivalente, que protege dos vírus de tipo 16 e 18 e tem como objetivo a prevenção de câncer de colo uterino e a quadrivalente, que além dos tipos 16 e 18, contém os tipos 6 e 11, ampliando a proteção para verrugas genitais. Elas devem ser tomadas a partir dos 9 anos, em esquemas de duas ou três doses, dependendo da vacina e da idade da pessoa que vai ser vacinada. Para as mulheres as duas estão liberadas e para os homens apenas a quadrivalente é indicada.

Ascom Labchecap: Onde as vacinas podem ser encontradas?

As vacinas são ofertadas na rede particular e na rede pública de saúde. A campanha do SUS utiliza a quadrivalente e tem como público-alvo meninas entre 9 e 14 anos, meninos entre os 11 e 14 anos  e mulheres portadoras de HIV com idade entre 9 e 26 anos de idade. Na rede particular, a vacina pode ser utilizada por mulheres entre os 9 e 45 anos – tanto a bi quanto a quadrivalente – e a quadrivalente para homens com idade entre os 9 e 26.  Na rede privada, a vacina pode ser aplicada fora destas faixas etárias estabelecidas, por orientação e prescrição médica.

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Saúde

Entrevista: entenda as doenças autoimunes e o lúpus

19 de setembro0 Comentários

Doença autoimune é uma condição em que o sistema imunológico de uma pessoa ataca as células saudáveis do corpo por engano, desencadeando uma série de problemas que podem acometer a pele e os órgãos.

Essa definição se refere a um grupo com mais de 80 tipos de enfermidades. Entre elas, o lúpus eritematoso sistêmico (LES), uma doença inflamatória que atinge mais de cinco milhões de pessoas no mundo. No Brasil, não há dados exatos do lúpus, mas estima-se que a doença acometa cerca de 65 mil pessoas, sobretudo as mulheres. É uma doença que não tem cura, mas pode ter controle através de tratamento.

O Labchecap conversou sobre o tema com a médica reumatologista Ana Teresa Amoedo, que esclareceu algumas das principais dúvidas relacionadas às doenças autoimunes, sobretudo o lúpus. Acompanhe a entrevista e saiba mais sobre as causas,  diagnóstico e tratamento dessa doença.

Dra. Ana Teresa Amoedo

Labchecap – Existe uma especialidade médica específica para tratar das doenças autoimunes?

Ana Teresa Amoedo – Existem várias doenças autoimunes e dependendo de como ela se manifeste, existem diferentes especialidades médicas que podem trata-las.  A tireoidite, doença autoimune da tireoide, é tratada pelo endocrinologista e a doença celíaca pelo gastroenterologista. Os reumatologistas acompanham as doenças autoimunes do grupo das colagenose, como o lúpus eritematoso sistêmico.

 Labchecap – Existe um fator determinante para o desenvolvimento do lúpus?

Ana Teresa Amoedo – O lúpus é uma doença autoimune multifatorial.  Não existe uma causa específica, mas existem fatores que contribuem para a doença, como os componentes genéticos, hormonais e ambientais. O estrógeno, hormônio feminino, é um fator de risco. Por isso, é mais recorrente entre as mulheres. Além disso, também podemos destacar e fotossensibilidade como um fator de risco ambiental.

Labchecap – Quem pode ter lúpus?

Ana Teresa Amoedo – As mulheres são mais acometidas pela doença, mas pode ocorrer em pessoas de qualquer idade, raça e sexo. Nos homens, o quadro clínico tende a ser mais agressivo. Estima-se que para cada 10 diagnósticos em mulheres, um caso é diagnosticado em homens.

Labchecap – Quais as principais sintomas da doença?

Ana Teresa Amoedo – Os sintomas do lúpus podem surgir de repente ou se desenvolver gradativamente.  As manifestações mais comuns da doença são as dores e a inflamação articular.   Também são recorrentes as lesões de pele, que podem ser desencadeadas pela exposição solar ou pelo surgimento de manchas avermelhadas na região do nariz, conhecida como lesões em asa de borboleta.

Nos casos mais graves, pode comprometer a membrana do coração e o pulmão, por exemplo. Mas o que mais preocupa e limita a vida do paciente com a doença é o envolvimento renal e do sistema nervoso central.  Dependendo do grau da inflamação, a doença pode levar à falência dos rins e, no caso do comprometimento do sistema nervoso central, pode causar inflamação nos vasos, o que pode levar a uma isquemia ou uma vasculite.

Labchecap – Como é feito o diagnóstico do lúpus?

Ana Teresa Amoedo – O diagnóstico segue critérios clínicos, que envolve avaliação de lesões crônicas de pele, se há baixa de plaquetas no sangue e do envolvimento dos órgãos. Também são considerados os critérios laboratoriais de investigação. Os exames de sangue e de urina auxiliam no diagnóstico e contribuem para identificação da atividade da doença no organismo.

Labchecap – Dado o diagnóstico, como é feito o tratamento?

Ana Teresa Amoedo – O tratamento do lúpus visa estabilizar a doença, mantendo maior período de inatividade, e varia conforme o grau de comprometimento do organismo. De um modo geral, o tratamento medicamentoso é realizado com uso de corticoide, analgésicos, hidroxicloroquina, pulsoterapia e, nos casos mais agressivos, os imunossupressores.

Labchecap – Esse tratamento é contínuo?

Ana Teresa Amoedo – Uma vez diagnosticada a doença, os cuidados envolvem a atenção e adesão ao tratamento. No período em que a doença está mais ativa, são usadas doses mais altas e uma medicação mais agressiva. Na medida em que estabiliza, essas doses costumam ser menores, com possíveis intervalos sem medicação.

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Saúde

Meningite: conheça os sintomas, tratamento e formas de prevenção da doença

03 de setembro0 Comentários

A meningite é uma doença grave, que se caracteriza pela infecção das membranas que revestem a medula espinhal e o cérebro, atingindo o sistema nervoso central.   É causada por agentes infecciosos e pode acometer adultos e crianças.

O tipo mais comum da doença é o viral, mas também há ocorrência de meningites bacteriana (considerada mais grave) ou causada por fungos. O tratamento ocorre com a pessoa internada e pode variar com o agente etiológico.

A meningite é transmitida pelo contato entre as pessoas e pela via fecal-oral. Os principais sintomas da doença incluem febre, dor de cabeça, enjoos e vômito, rigidez de nuca, e em alguns casos pode ocorrer manchas vermelhas na pele e fotofobia.

Dados da meningite em 2018

Entre os meses de janeiro e junho de 2018, a Bahia registrou 159 casos da doença e 28 óbitos.  No mesmo período do ano passado, o estado notificou e 213 casos e 24 óbitos.

A vacinação é maneira mais segura de proteção contra a meningite

Algumas vacinas contra meningite fazem parte do calendário básico de vacinação do brasileiro. Elas são eficazes e garantem uma proteção prolongada.

Na rede pública, é disponibilizada a imunização para o meningococo do tipo C.  Já nas clínicas particulares, como o Seimi Labchecap, além do tipo C, há a vacina meningocócica contra o tipo B e a meningocócica conjugada ACWY, que protege contra os quatro grupos. Saiba a diferença entre elas:

Meningocócica C conjugada: pode ser administrada a partir do segundo mês de vida, com duas doses no primeiro ano, um reforço no segundo ano, entre 12 e 15 meses. É recomendada uma dose de reforço entre os 5 e 6 anos de idade e outra na adolescência.

Meningocócia B: pode ser administrada a partir do segundo mês de vida, com três doses no primeiro ano e uma dose reforço entre os 12 e 15 meses.  Em crianças,  adolescentes e adultos de até 50 anos que não foram vacinados antes é recomendada a aplicação de duas doses, com intervalor de um mês.

Meningocócica conjugada A,C,W,Y: utilizada a partir dos dois meses de vida, com esquema de duas doses e reforço entre 12 e 15 meses. Recomenda-se reforços aos 5 anos e 11 anos de idade. Para adolescentes e adultos, dose única, com um reforço após 5 anos da data de aplicação, considerando a situação epidemiológica do local.

 

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Responsável Técnico de Laboratório: Dr. Josemar Fonseca Silva – CRF 1290

Responsável Técnico de Imagem: Dr. Lucas da Gama Lobo – CRM 16202