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Atualização da caderneta de vacinação é a medida mais eficaz contra o sarampo e a poliomielite

11 de julho0 Comentários

 

O Brasil está enfrentando um surto de sarampo. Boletins atualizados apontam que a doença, que havia sido erradicada no Brasil, vitimou mais de 900 pessoas nos estados de Roraima e Amazonas entre os meses de janeiro e maio deste ano.  Casos da doença também foram confirmados no Rio de Janeiro, Rondônia, Rio Grande do Sul e Mato Grosso.

O sarampo é uma doença grave e contagiosa, que provoca inflamação generalizada nos vasos sanguíneos e pode levar o indivíduo à morte.  É uma doença de transmissão direta, ou seja: de pessoa para pessoa, através de tosse, espirro e saliva. Seus principais sintomas envolvem febre, manchas vermelhas no corpo, tosse, coriza e conjuntivite.

A doença não possui tratamento específico e a medida mais eficaz de prevenção é através da imunização. A vacina tríplice viral, que também imuniza contra caxumba e rubéola, deve ser administrada ainda na infância, em duas doses. A primeira aos 12 meses e a segunda aos 15 meses. Adolescentes e adultos de qualquer idade, que não tenham sido vacinados, devem se imunizar.

“É considerada protegida a pessoa que tem duas doses após um ano de vida, com intervalo de um mês. Se não tem comprovação de uso, é importante se vacinar”, comenta a médica infectologista do Seimi Labchecap, Ceuci Nunes.

Poliomielite

Neste mês de Julho, o Ministério da Saúde ainda alertou sobre o risco de reintrodução da poliomielite em 312 cidades brasileiras, sobretudo daquelas que estão abaixo da meta de cobertura vacinal, que é de 95%. Em todo o país, o alerta é para a necessidade de atualização do esquema vacinal de adultos e crianças.

A doença foi considerada erradicada no continente desde 1994, mas tem apresentado baixa cobertura vacinal, uma realidade que pode resultar no retorno da doença ao país.

Popularmente conhecida como paralisia infantil, a poliomielite atinge adultos e crianças, afetando os nervos e podendo levar à paralisia. Assim como acontece com o Sarampo, a medida de prevenção mais eficaz contra a doença é através da imunização.  “A vacinação contra a poliomielite deve ser iniciada a partir dos 2 meses de vida, com mais duas doses aos 4 e 6 meses. Além disso, são necessários reforços aos 15 e 18 meses e quando a criança completa 5 anos de idade”, reforça Ceuci Nunes.

Tanto a vacina contra o sarampo quanto a poliomielite fazem parte do calendário básico de vacinação. As doses podem ser encontradas na rede pública e em clínicas particulares, como o Seimi Labchecap.

 

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Saúde

Entrevista: entenda as doenças autoimunes e o lúpus

19 de setembro0 Comentários

Doença autoimune é uma condição em que o sistema imunológico de uma pessoa ataca as células saudáveis do corpo por engano, desencadeando uma série de problemas que podem acometer a pele e os órgãos.

Essa definição se refere a um grupo com mais de 80 tipos de enfermidades. Entre elas, o lúpus eritematoso sistêmico (LES), uma doença inflamatória que atinge mais de cinco milhões de pessoas no mundo. No Brasil, não há dados exatos do lúpus, mas estima-se que a doença acometa cerca de 65 mil pessoas, sobretudo as mulheres. É uma doença que não tem cura, mas pode ter controle através de tratamento.

O Labchecap conversou sobre o tema com a médica reumatologista Ana Teresa Amoedo, que esclareceu algumas das principais dúvidas relacionadas às doenças autoimunes, sobretudo o lúpus. Acompanhe a entrevista e saiba mais sobre as causas,  diagnóstico e tratamento dessa doença.

Dra. Ana Teresa Amoedo

Labchecap – Existe uma especialidade médica específica para tratar das doenças autoimunes?

Ana Teresa Amoedo – Existem várias doenças autoimunes e dependendo de como ela se manifeste, existem diferentes especialidades médicas que podem trata-las.  A tireoidite, doença autoimune da tireoide, é tratada pelo endocrinologista e a doença celíaca pelo gastroenterologista. Os reumatologistas acompanham as doenças autoimunes do grupo das colagenose, como o lúpus eritematoso sistêmico.

 Labchecap – Existe um fator determinante para o desenvolvimento do lúpus?

Ana Teresa Amoedo – O lúpus é uma doença autoimune multifatorial.  Não existe uma causa específica, mas existem fatores que contribuem para a doença, como os componentes genéticos, hormonais e ambientais. O estrógeno, hormônio feminino, é um fator de risco. Por isso, é mais recorrente entre as mulheres. Além disso, também podemos destacar e fotossensibilidade como um fator de risco ambiental.

Labchecap – Quem pode ter lúpus?

Ana Teresa Amoedo – As mulheres são mais acometidas pela doença, mas pode ocorrer em pessoas de qualquer idade, raça e sexo. Nos homens, o quadro clínico tende a ser mais agressivo. Estima-se que para cada 10 diagnósticos em mulheres, um caso é diagnosticado em homens.

Labchecap – Quais as principais sintomas da doença?

Ana Teresa Amoedo – Os sintomas do lúpus podem surgir de repente ou se desenvolver gradativamente.  As manifestações mais comuns da doença são as dores e a inflamação articular.   Também são recorrentes as lesões de pele, que podem ser desencadeadas pela exposição solar ou pelo surgimento de manchas avermelhadas na região do nariz, conhecida como lesões em asa de borboleta.

Nos casos mais graves, pode comprometer a membrana do coração e o pulmão, por exemplo. Mas o que mais preocupa e limita a vida do paciente com a doença é o envolvimento renal e do sistema nervoso central.  Dependendo do grau da inflamação, a doença pode levar à falência dos rins e, no caso do comprometimento do sistema nervoso central, pode causar inflamação nos vasos, o que pode levar a uma isquemia ou uma vasculite.

Labchecap – Como é feito o diagnóstico do lúpus?

Ana Teresa Amoedo – O diagnóstico segue critérios clínicos, que envolve avaliação de lesões crônicas de pele, se há baixa de plaquetas no sangue e do envolvimento dos órgãos. Também são considerados os critérios laboratoriais de investigação. Os exames de sangue e de urina auxiliam no diagnóstico e contribuem para identificação da atividade da doença no organismo.

Labchecap – Dado o diagnóstico, como é feito o tratamento?

Ana Teresa Amoedo – O tratamento do lúpus visa estabilizar a doença, mantendo maior período de inatividade, e varia conforme o grau de comprometimento do organismo. De um modo geral, o tratamento medicamentoso é realizado com uso de corticoide, analgésicos, hidroxicloroquina, pulsoterapia e, nos casos mais agressivos, os imunossupressores.

Labchecap – Esse tratamento é contínuo?

Ana Teresa Amoedo – Uma vez diagnosticada a doença, os cuidados envolvem a atenção e adesão ao tratamento. No período em que a doença está mais ativa, são usadas doses mais altas e uma medicação mais agressiva. Na medida em que estabiliza, essas doses costumam ser menores, com possíveis intervalos sem medicação.

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Saúde

Meningite: conheça os sintomas, tratamento e formas de prevenção da doença

03 de setembro0 Comentários

A meningite é uma doença grave, que se caracteriza pela infecção das membranas que revestem a medula espinhal e o cérebro, atingindo o sistema nervoso central.   É causada por agentes infecciosos e pode acometer adultos e crianças.

O tipo mais comum da doença é o viral, mas também há ocorrência de meningites bacteriana (considerada mais grave) ou causada por fungos. O tratamento ocorre com a pessoa internada e pode variar com o agente etiológico.

A meningite é transmitida pelo contato entre as pessoas e pela via fecal-oral. Os principais sintomas da doença incluem febre, dor de cabeça, enjoos e vômito, rigidez de nuca, e em alguns casos pode ocorrer manchas vermelhas na pele e fotofobia.

Dados da meningite em 2018

Entre os meses de janeiro e junho de 2018, a Bahia registrou 159 casos da doença e 28 óbitos.  No mesmo período do ano passado, o estado notificou e 213 casos e 24 óbitos.

A vacinação é maneira mais segura de proteção contra a meningite

Algumas vacinas contra meningite fazem parte do calendário básico de vacinação do brasileiro. Elas são eficazes e garantem uma proteção prolongada.

Na rede pública, é disponibilizada a imunização para o meningococo do tipo C.  Já nas clínicas particulares, como o Seimi Labchecap, além do tipo C, há a vacina meningocócica contra o tipo B e a meningocócica conjugada ACWY, que protege contra os quatro grupos. Saiba a diferença entre elas:

Meningocócica C conjugada: pode ser administrada a partir do segundo mês de vida, com duas doses no primeiro ano, um reforço no segundo ano, entre 12 e 15 meses. É recomendada uma dose de reforço entre os 5 e 6 anos de idade e outra na adolescência.

Meningocócia B: pode ser administrada a partir do segundo mês de vida, com três doses no primeiro ano e uma dose reforço entre os 12 e 15 meses.  Em crianças,  adolescentes e adultos de até 50 anos que não foram vacinados antes é recomendada a aplicação de duas doses, com intervalor de um mês.

Meningocócica conjugada A,C,W,Y: utilizada a partir dos dois meses de vida, com esquema de duas doses e reforço entre 12 e 15 meses. Recomenda-se reforços aos 5 anos e 11 anos de idade. Para adolescentes e adultos, dose única, com um reforço após 5 anos da data de aplicação, considerando a situação epidemiológica do local.

 

Conte com o Seimi Labchecap para cuidar da sua saúde. Conheça a nossas unidades e escolha a mais próxima de você

Responsável Técnico de Laboratório: Dr. Josemar Fonseca Silva – CRF 1290

Responsável Técnico de Imagem: Dr. Lucas da Gama Lobo – CRM 16202