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Saúde

Entrevista: entenda as doenças autoimunes e o lúpus

19 de setembro0 Comentários

Doença autoimune é uma condição em que o sistema imunológico de uma pessoa ataca as células saudáveis do corpo por engano, desencadeando uma série de problemas que podem acometer a pele e os órgãos.

Essa definição se refere a um grupo com mais de 80 tipos de enfermidades. Entre elas, o lúpus eritematoso sistêmico (LES), uma doença inflamatória que atinge mais de cinco milhões de pessoas no mundo. No Brasil, não há dados exatos do lúpus, mas estima-se que a doença acometa cerca de 65 mil pessoas, sobretudo as mulheres. É uma doença que não tem cura, mas pode ter controle através de tratamento.

O Labchecap conversou sobre o tema com a médica reumatologista Ana Teresa Amoedo, que esclareceu algumas das principais dúvidas relacionadas às doenças autoimunes, sobretudo o lúpus. Acompanhe a entrevista e saiba mais sobre as causas,  diagnóstico e tratamento dessa doença.

Dra. Ana Teresa Amoedo

Labchecap – Existe uma especialidade médica específica para tratar das doenças autoimunes?

Ana Teresa Amoedo – Existem várias doenças autoimunes e dependendo de como ela se manifeste, existem diferentes especialidades médicas que podem trata-las.  A tireoidite, doença autoimune da tireoide, é tratada pelo endocrinologista e a doença celíaca pelo gastroenterologista. Os reumatologistas acompanham as doenças autoimunes do grupo das colagenose, como o lúpus eritematoso sistêmico.

 Labchecap – Existe um fator determinante para o desenvolvimento do lúpus?

Ana Teresa Amoedo – O lúpus é uma doença autoimune multifatorial.  Não existe uma causa específica, mas existem fatores que contribuem para a doença, como os componentes genéticos, hormonais e ambientais. O estrógeno, hormônio feminino, é um fator de risco. Por isso, é mais recorrente entre as mulheres. Além disso, também podemos destacar e fotossensibilidade como um fator de risco ambiental.

Labchecap – Quem pode ter lúpus?

Ana Teresa Amoedo – As mulheres são mais acometidas pela doença, mas pode ocorrer em pessoas de qualquer idade, raça e sexo. Nos homens, o quadro clínico tende a ser mais agressivo. Estima-se que para cada 10 diagnósticos em mulheres, um caso é diagnosticado em homens.

Labchecap – Quais as principais sintomas da doença?

Ana Teresa Amoedo – Os sintomas do lúpus podem surgir de repente ou se desenvolver gradativamente.  As manifestações mais comuns da doença são as dores e a inflamação articular.   Também são recorrentes as lesões de pele, que podem ser desencadeadas pela exposição solar ou pelo surgimento de manchas avermelhadas na região do nariz, conhecida como lesões em asa de borboleta.

Nos casos mais graves, pode comprometer a membrana do coração e o pulmão, por exemplo. Mas o que mais preocupa e limita a vida do paciente com a doença é o envolvimento renal e do sistema nervoso central.  Dependendo do grau da inflamação, a doença pode levar à falência dos rins e, no caso do comprometimento do sistema nervoso central, pode causar inflamação nos vasos, o que pode levar a uma isquemia ou uma vasculite.

Labchecap – Como é feito o diagnóstico do lúpus?

Ana Teresa Amoedo – O diagnóstico segue critérios clínicos, que envolve avaliação de lesões crônicas de pele, se há baixa de plaquetas no sangue e do envolvimento dos órgãos. Também são considerados os critérios laboratoriais de investigação. Os exames de sangue e de urina auxiliam no diagnóstico e contribuem para identificação da atividade da doença no organismo.

Labchecap – Dado o diagnóstico, como é feito o tratamento?

Ana Teresa Amoedo – O tratamento do lúpus visa estabilizar a doença, mantendo maior período de inatividade, e varia conforme o grau de comprometimento do organismo. De um modo geral, o tratamento medicamentoso é realizado com uso de corticoide, analgésicos, hidroxicloroquina, pulsoterapia e, nos casos mais agressivos, os imunossupressores.

Labchecap – Esse tratamento é contínuo?

Ana Teresa Amoedo – Uma vez diagnosticada a doença, os cuidados envolvem a atenção e adesão ao tratamento. No período em que a doença está mais ativa, são usadas doses mais altas e uma medicação mais agressiva. Na medida em que estabiliza, essas doses costumam ser menores, com possíveis intervalos sem medicação.

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Vacina da gripe: conheça os tipos de vacina e proteja sua família

21 de março0 Comentários

Quando as temperaturas começam a diminuir é um indicativo de que nos aproximamos do período de maior circulação do vírus da gripe. Historicamente, essa é a fase de maior incidência da doença, que atinge milhares de pessoas todos os anos.

Para a Organização Mundial da Saúde (OMS), o vírus influenza representa um dos grandes desafios de saúde pública no mundo, com recorrência de um bilhão de casos anuais. No Brasil, somente até o mês de julho de 2018 foram notificados 4.680 casos da doença. Ao longo do ano, o país registrou 839 óbitos por gripe.

Em 2019, casos têm sido registrados na região Norte do país. Desde o mês de fevereiro, o estado do Amazonas vem enfrentando surto da doença, com mais de 150 casos registrados em Manaus e no interior. Por conta da situação, o Ministério da Saúde antecipou a campanha de vacinação contra a gripe na região.

A vacina protege contra os tipos mais graves da doença e deve ser tomada anualmente, sobretudo pelas pessoas com maior risco de desenvolver complicações, como as crianças, idosos e profissionais de saúde.

De acordo com a OMS, mais de dois milhões de mortes são evitadas todo anos com a vacinação contra a gripe.

Referência na Bahia, o Labchecap Seimi oferece as seguintes vacinas:

Quadrivalente, que é composta por quatro vírus da gripe e indicada para crianças a partir dos 6 meses de vida e adultos;

Trivalente, que pode ser tomada por crianças e adultos.

Enquanto a quadrivalente contém dois vírus influenza A (H1N1 e o H3N2) e dois da influenza B, a trivalente imuniza contra os dois tipos de influenza A (H1N1 e H3N2) e um tipo de influenza B.

Em Salvador, as vacinas são encontradas nas unidades Seimi Labchecap Barra, Itaigara, Labchecap Kids  Vilas do Atlântico.

A empresa também oferece o serviço de atendimento domiciliar para capital e região metropolitana; e de vacinação empresarial para todo o estado.

Seimi Labchecap. Segurança e proteção mais do que perto, do seu lado. Conheça as nossas unidades.

Notícias

Curso Nove Meses: segundo encontro do curso de gestantes e pais destaca a amamentação

18 de março0 Comentários

O segundo encontro do Curso Nove Meses para gestantes e pais acontecerá no dia 30 de maço. Nesta data, os participantes poderão aprender e tirar suas dúvidas sobre amamentação.

A programação ainda prevê a discussão sobre a importância e coleta do teste do pezinho e as primeiras vacinas do recém-nascido.

O curso acontecerá na unidade Labchecap Kids, localizada na Avenida Antônio Carlos Magalhães, nº 01, Pituba, das 16h às 18h. O espaço possui estrutura confortável, com estacionamento e manobrista gratuito.

As vagas são limitadas e é necessário se inscrever através dos números 71 99171-4115 (whatsapp), 3500-4115 ou 3500-4116. Os interessados poderão participar mediante a doação de 2kg de alimentos por pessoa.

Confira os assuntos do dia 30/03:

  • Amamentação I – aula ministrada pela consultora em aleitamento materno e especialista em UTI neonatal Fernanda Nunes;
  • Primeiras vacinas do recém-nascido – aula ministrada pela enfermeira e gerente do Seimi Labchecap, Kátia Bulhões;
  • Teste do pezinho. Sua importância e coleta – aula ministrada pela coordenadora técnica do Labchecap, Vetúria Oliveira.

Amamentação

A Organização Mundial da Saúde (OMS) orienta sobre a importância do aleitamento materno para o desenvolvimento das crianças. A Organização sugere que bebês sejam alimentados de forma exclusiva até os seis meses de vida e que a amamentação continue acontecendo por até dois anos junto com outros alimentos.

Primeiro encontro

primeiro encontro do Curso Nove Meses para gestantes e pais aconteceu no dia 26 de janeiro e tratou sobre o desenvolvimento do recém-nascido e da gestante. A programação também contemplou a discussão sobre vacinas, a importância dos exames no pré-natal e o papel da ultrassonografia.

Do Beta HCG ao teste do pezinho, o Labchecap está mais do que perto. Do seu lado! Conheça onosso check-up pré-natal .

Responsável Técnico de Laboratório: Dr. Josemar Fonseca Silva – CRF 1290

Responsável Técnico de Imagem: Dr. Lucas da Gama Lobo – CRM 16202